Posicionamento do Colégio Batista Brasileiro sobre a Greve Geral

By 27 de abril de 2017Blog do Diretor

O texto que compartilho abaixo é de autoria do Prof. Valseni Braga, presidente da ANEB (Associação Nacional das Escolas Batistas), e reflete o pensamento e o posicionamento do Colégio Batista Brasileiro em relação à convocação de Greve Geral.

 

Prof. Valseni Braga

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Todos nós brasileiros sabemos que o nosso país está atravessando um momento de extrema dificuldade, onde o atual governo tenta, de forma urgente, aprovar medidas para atenuar o déficit da previdência oficial e garantir as aposentadorias futuras, além de promover a reforma trabalhista como forma de destravar a economia do país.

Também parece que todos concordam que a proposta do governo para a reforma da previdência ultrapassou os limites do razoável, o que vem provocando protestos e manifestações de todos os setores da sociedade. Tais pressões têm feito o governo ceder em suas propostas e flexibilizar diversos critérios inicialmente propostos para a reforma.

Assim, depois da paralisação ocorrida em 15/03/2017, que teve a adesão de grande número de escolas privadas, temos outra convocação de paralisação para o dia 28 de abril. Diante desse cenário e da nova convocação, como devem se posicionar as escolas privadas?

Nesta decisão devemos considerar que quando os pais matriculam os seus filhos numa escola privada esperam receber um serviço diferenciado em relação às escolas públicas. É certo que uma das vantagens que a família busca na escola privada é a proteção contra paralisações excessivas, prática comum nas escolas públicas do país e que impactam negativamente as rotinas das escolas e das famílias, principalmente, dos pais de crianças menores.

Portanto, os professores das escolas privadas devem evitar, ao máximo, promover paralisações como forma de protesto, salvo quando a decisão for decorrente do diálogo aberto entre as principais partes interessadas, ou seja, os professores, a direção da escola e as famílias.

Entendemos que o principal meio de manifestação democrática é o exercício consciente do voto nas urnas. Como nem sempre conseguimos eleger o político que precisamos, algumas vezes é necessário manifestar de outras formas, como pressionar os nossos representantes políticos com mensagens e campanhas pela mídia, dentre outras.

Deixar de prestar um serviço privado para o qual o nosso contratante está nos pagando trata-se de um ato muito extremo e deve merecer muita reflexão antes da tomada de decisão, principalmente se este serviço for o educacional.

Isto posto, entende-se que a melhor decisão agora seja pela não adesão à paralisação sugerida para o dia 28/04/2017, a fim de não prejudicar as famílias e os alunos que nos contratam.

Outro argumento importante é que não podemos permitir que as Escolas Privadas entrem pelo processo de politização sindical e vá se acostumando a se manifestarem pela paralisação, deixando aqueles que nos contratam em dificuldade.

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